sábado, 5 de março de 2022

Transylvania chronicles. ATO II: Cena V- Cuidando da rede geomática

    Poder, era o que Goratrix queria. Buscava sangue mais poderoso que o de seu mestre. Chegou até onde achava que encontraria tal poder, ignorando momentaneamente o chamado que o obrigava a ir até Tremere.

   Infelizmente, para Goratrix, as relíquias eram falsas, assim como sua esperança. Uma vez mais o grupo conseguiu seu objetivo. O poderoso Etrios ofereceu poder ao grupo, que preferiu apenas a amizade do novo clã. Feito isso, nas mãos dele estava o poder para fazer a runa e colocar mais um obstáculo no caminho de Kupala. 

Quantas ainda faltavam?

  O tempo estava cada vez pior, as estradas cada vez mais difíceis, a resposta veio tão logo quanto possível... Zelios disse que faltavam apenas mais duas runas... Duas runas em pontos precisos para desarmar o dem^nio que iniciava o fim... Mas o tempo também estava escasso, assim , Zelios, deveria sair para colocar uma runa, ao passo que o grupo deveria colocar outra. Uma carta de Octavius informava onde deveriam ser feitas para que a rede geomântica estivesse completa, ensinou ao grupo como fazer a runa ,assim como ensinou a Etrios, e cada um saiu em sua busca, por estradas cada vez piores, passando por vilarejos cada vez mais pobres, humanos e animais cada vez mais fracos. O caminho não era longo, mas Kupala estava usando muito poder para dificultar a viagem, organizando seus recursos da melhor maneira possível, o grupo chegou até a cidade, mas essa viagem foi especialmente difícil, não só humanos e animais, mas até mesmo um dos poderosos carniçais teve seu fim na viagem.

O nosferatu Zelios

   A cidade estava finalmente a vista, mas parecia pior do que as outras. Humanos? Mais pareciam zumbis. A peste estava por todo o lado. Morte pairava a cada passo do grupo, e os arredores do Castelo, onde deveria ser feita a runa, estava tão mal quanto o resto. A missão deveria ser cumprida. O grupo se dirigiu ao castelo Bassarab. Seria toda aquela situação obra de Kupala? O grupo estava preocupado com os acontecimentos anteriores. Aquele era um dos castelos  da família Bassarab, a mesma de Sherazine, que aparentemente estava viva depois de tanto tempo. Mas estaria nessa cidade? Ainda teria rancor do Lasombra Demetrio por conta de seus abusos no passado? Seria um impedimento para a missão? O grupo se apoiou na ideia daquela ser a habitação do irmão de Sherazine, Dragomir , assim como de seu tataraavô , o Voivode Tzimisce Vintila Bassarab , então algo deveria ser feito para convence-los que a runa traria benefícios e poderia acabar coma miséria da cidade.

Dragomir Bassarab

   Quase chegando ao castelo, uma figura curiosa com deformações que pareciam ter sido feitas por um Tzimisce, um enorme braço cobria a curiosa criatura da chuva e outro , do tamanho normal, que levava uma tocha para iluminar o caminho, o grupo se comunica com a criatura que parece só os perceber no momento do chamado, falando que gostariam de falar com o dono do Castelo sobre um assunto de suma importância. O grupo é convidado a entrar, e lá chegando o castelo parecia estar tão mal quanto a cidade,  não só por fora, por dentro parecia ainda pior e vazio. O grupo se surpreende com o anfitrião, ao não encontrar Vintila, e sim Dragomir ,que relata que seu senhor, Vintila, estaria morto. O motivo parecia confuso: Dos lábios dele saiam palavras de saudade e dor, por outro lado, de ódio e felicidade pelo ocorrido. Umas vezes parecia que ele matara seu pai e senhor, outras que estava longe e ainda outras que sentia dor pela falta dele, além disso parecia relutante quanto a runa, não parecia interessante. Uma vez cansados de tentar convencer que a runa deveria ser feita ,pediram hospedagem, mas na verdade a tentativa era a de distrair seu anfitrião para fazer a runa por eles mesmos. No momento do pedido o anfitrião do grupo ataca seu carniçal sem dó, tirando-lhe a vida, apenas para pedir logo depois de sua morte, que providenciasse acomodações para o grupo, deixando mais clara do que nunca sua loucura.

   Depois de vezes e vezes pedindo ao carniçal morto que fizesse isso ou aquilo, ele mesmo resolveu  mostrar acomodações ao grupo. Lucius teve a ideia para distrair seu anfitrião: pediu que o levasse para conhecer o castelo e fez sinal para seus companheiros, para que fizessem o que deveria ser feito, em muitos lugares se possível. E assim foi feito. Andras, Baltazar e Darius fizeram as runas em seus quartos e em partes escondidas do Castelo, foram dormir em seguida torcendo pelo melhor.

    Na noite seguinte o anfitrião já parecia mais lúcido, a terra parecia não mais tremer, e de algum modo a vida parecia retornar. As runas pareciam ter funcionado. Kupala estava preso, ou ao menos retardado.     Uma nova conversa com o anfitrião do castelo, esse parecia agora outra pessoa, lembrava das atrocidades que cometeu, de como matou o próprio senhor ,dentre outras coisas. Finalmente pediu informações sobre a runa, que o grupo deu em partes.

  Uma vez terminada a missão, o grupo retornou para Bistriz, uns ganhando fama, outros dinheiro, até conhecimento sobre poderes de sangue foram compartilhados... Por enquanto, parece que os personagens conseguiram e que a geomância de Zelios funciona. A bem da verdade eles fizeram muito mais do que imaginam. E será um longo tempo antes que qualquer um deles saiba o que aquelas runas significaram...


Fim do ATO II

Texto escrito pelo jogador Elias Souza, interprete do personagem Lucius.

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