domingo, 20 de fevereiro de 2022

Transylvania chronicles. ATO II: Cena IV- O tesouro dos Templários

  Estamos em um ponto da aventura onde os jogadores alcançaram um status de relevância na comunidade cainita da região da Transilvânia após a bem sucedida reconstrução da fortaleza do passo de Tihuta, onde os príncipes Radu de Bistriz e Vencel de Budapeste, se tornaram gratos. Durante o século que se passou os personagens souberam mais sobre o conselho das cinzas que tenta coordenar e organizar os feudos da região e recebem informações sobre a movimentação de jovens cainitas com as visitas de Lucita e Anatole enquanto estudam sobre Kupala, tendo como ponto de partida os livros encontrados na fortaleza de Tihuta.

Uma visita de Octavio , o profeta louco que conheceram em BudaPeste, que trava sua batalha solitária contra Kupala ,com mais profecias, movimenta os personagens. Octávio cobra uma ação dos mesmos, afinal, agora eles de fato sabem sobre Kupala, e o demônio tem sido responsável por inúmeros desastres por toda Transilvânia: Tempestades, péssimas colheitas, fome e deslizamentos de terra assolam aquelas terras, o início do fim. Outra visita adianta os personagens sobre o que fazer: O Nosferatu Zelios chega em Bistriz, e um mensageiro de outra pessoa também... O mensageiro vem para oferecer-lhes cumprir sua obrigação com Myca Vykos, que auxiliou os personagens na fuga do ataque de Mitru, o caçador, em Klausenberg,e nos recursos para reconstrução da fortaleza do passo de Tihuta. E quanto a Zelios,ele vem para pedir a ajuda na marcação de Ceoris, a principal capela Tremere da Transilvânia, assim como marcou o passo de Tihuta, e outros locais com runas especiais para prender Kupala. Felizmente, ambos os pedidos vão para o mesmo lugar. Myca deseja que os jogadores
acompanhem Goratrix ao seu julgamento nas mãos deTremere. Enquanto na estrada, eles tropeçam em um grupo de cruzados guardando um tesouro antigo...

O tesouro , que era guardado por Darius e seu senhor em Klausenberg, e que foi para a França há mais de um século, parece se tratar da arca da aliança e do santo Graal, o cálice que foi utilizado na ultima ceia de Cristo, e que Maria Madalena utilizou para colher o sangue de Jesus quando este foi apunhalado pela lança de Longinus durante a crucificação, e que , agora parece estar com os cruzados que os jogadores encontraram.

A arca da aliança. Um dos tesouros dos templários

O encontro do grupo com os cruzados se dá na estrada, mas um dos efeitos destrutivos do tempo criados por Kupala não permite uma interação com os cruzados. Antes que a mística neblina que escondia a chuva de granizos destruísse a carga e os acompanhantes dos personagens, eles são salvos por Demetrius, um Tzimisce aliado a Vykos, que estava junto a uma comitiva de Constantinopla e a um grupo de assamitas. Estes entregam o corpo empalado de Goratrix ao grupo, que carregava, desde Bistriz, um cainita ignorado que foi empalado, que pensavam ser Goratrix, mas que acabou servindo de alimento para o poderoso vampiro. Junto a comitiva Darius encontra seu senhor, o que o faz se distanciar do grupo depois de terem com Goratrix e os assamitas retirarem a estaca de seu peito, para que o próprio tremere servisse de guia para Ceoris.

Goratrix tenta convencer o grupo a ajudá-lo a se livrar do chamado de Tremere, prometendo imensuráveis poderes caso o grupo consiga o tesouro dos templários, que ele sabe ter vindo da França no mesmo momento em que ele saiu de lá, rumo a Transilvânia obedecendo o chamado do sangue. Porém a Tremere Nina frustra os diálogos do tremere , causando um pequeno inconveniente: A toreador Eliza , convencida de seus dons vampíricos desde que conseguiu utiliza-los para afugentar Mitru , um século atrás, e do recebimento do status após a construção da fortaleza Tihuta, o que a aproximou, em poder, de seu senhor, que havia abraçado apenas como mera acompanhante, sentiu-se aimda mais confiante após as palavras de Nina para lidar com Goratrix. Mas Eliza não percebeu que Nina escolhia detalhadamente cada palavra para se dirigir a Goratrix, e se apoiava na igual de Goratrix a quem ela descendia: Meerlinda, fazendo que Goratrix a reconhecesse de Ceoris. Assim, com palavras ofensivas dirigidas ao tremere, Goratrix se enfurece e derruba a todos com poderes taumaturgos imensuráveis.

Goratrix

Darius , em conversa com seu senhor e Demetrius, descobre que seu abraço tinha uma única função, proteger o tesouro que hoje está com os cruzados e que precisa ser recuperado a qualquer custo. Darius não imaginava que seu senhor possuía tamanha fé e crença, e sentia-se enojado com aquilo, além de usado...Ele nunca soube o que era aquele tesouro, e viu-se livre daquilo após o status adquirido após a missão de reconstrução da fortaleza de Tihuta. Agora estava as avessas novamente com aquilo que minava sua liberdade.

Darius convence seu senhor a ir atrás dos cruzados após avisar que Octávius estava na busca do tesouro, também, afim de alcançar, através dos artefatos, a apoteose que o faria confrontar Kupala. Octávius estava com o grupo até saber do tesouro dos templários e ter a ideia de adquirir o poder para continuar sua missão. Darius informa a seu senhor que havia encontrado os Cruzados que transportavam o tesouro, mas que as tempestades de Kupala impediram que pudessem interagir com os cavaleiros. Mas que o Malkaviano estava rumo ao encontro dos cruzados, o que faz o senhor de Darius se apressar e impedir Octávio. Depois disso Goratrix entra no salão da pousada, fazendo com que Demetrius deixe o salão, precavendo Darius: "Cuidado."

O tremere dirigiu-se diretamente a Darius e não se fez de rogado, passou a , imediatamente convencer o gangrel de que ajuda-lo poderia trazer o que mais prezava: Liberdade. Liberdade de seu senhor, de vínculos de sangue, da autoridade dos anciões e de qualquer cainita mais antigo. Das regras de uma sociedade que o limitava. Era isso que o próprio Goratrix queria...Mas estava ali, sem muito o que fazer, obedecendo um místico chamado daquele acima hierarquicamente dele mesmo, o grande Tremere. Goratrix se quer era cria de Tremere...Havia se tornado um vampiro junto a Tremere, no ritual que ele próprio havia criado. Um rito que trouxe a sua tradição de magi o que eles mais buscavam: A imortalidade. Talvez o preço tenha sido alto demais...Mas com o passar do tempo e estudos que levaram a construção da magia do sangue...O futuro poderia trazer ainda mais benefícios. E em nome de seu clã, em plena guerra com os terríveis Tzimisce, Goratrix foi responsável pela mais poderosa das capelas tremere, Ceoris e tentou, na França, dominar a igreja para beneficiar seu clã, e assim descobriu sobre o tesouro dos templários. Sua falha , agindo por conta própria, afim de exercer domínio na igreja, fez com que fosse alvo da punição de Tremere. E recebeu o chamado...Era justo? O quanto a história do próprio Darius, e de diversos outros, era parecida? Lutando e arriscando-se por seus senhores, seus superiores? Usados e descartados quando não tem mais valia, onde um erro anula todos os esforços que promoveu.

Darius e Goratrix retornam a igreja, onde o tremere descobre mais sobre a Coterie e a história que os levaram até ali. Tenta convencer Darius a eliminar o Lasombra Demetrio, após saber dos conflitos gerados por ele no caso da ex- escravizada Sherazhine, e claro, utilizar os poderes de persuasão da empalada Eliza em convencer a Coterie a roubar o tesouro dos cruzados , que ,além de possibilitar a quebra dos laços de Goratrix com Tremere, daria poderes enormes que garantiriam a liberdade de Goratrix e de quem fosse aliado a ele.

A longa conversa foi tempo suficiente para que a Coterie acordasse na igreja do santo Sepulcro. Os brujah Lúcius e Andras, após retirarem a estaca de Eliza ,e após se recuperarem, imediatamente ameaçam Eliza e a repreendem quanto seu comportamento.

O grupo decide passar mais uma noite na vila de Timisoara. Andras promove , junto aos mortais contratados e carniçais, moedas suficientes para que eles possam descansar e se prover durante a estadia. Apesar dos recursos servidos na estalagem serem parcos, devido as terras estarem definhando junto as vacas em detrimento da destruição criada por Kupala, tudo mais se parece com o paraíso frente ao que estavam passando na estrada. Os vampiros decidem descansar na igreja , sob proteção de rituais criados por Goratrix, que aos poucos, apesar do ataque, conquistou, ou quase, a confiança der Andras, que se portava cada vez mais como líder da coterie, tendo em vista que o ventrue, Mark, parecia ter perdido as rédeas da situação frente aos acontecimentos...Principalmente ao lidar com Goratrix ,seu poder e sua inteligência.

Na noite seguinte, quando o grupo decide se reunir no salão da pousada do Cisne de Ouro, eles tem uma surpresa. Muito agradável para Goratrix, que começa a discursas sobre o destino e a conspiração do universo em favor deles: Os cruzados estão ali, aquecidos pela lareira, as figuras em tabardo ostentando o brasão da ordem teutônica bebem e conversam , ainda que nada pareça ameaçador, eles parecem nervosos e vigilantes.

A coterie , convencida por Goratrix, resolve armar um plano para assaltar os Cruzados. Descobrir em que quarto está o tesouro e fugir, naquela noite, com os artefatos. Eliza utiliza seus poderes sensitivos para descobrir a natureza de seus rivais, mas, diferente de como foi com Mitru, seus poderes a enganam. Talvez seja o nervosismo por estar com Goratrix após ser empalada e ter um dia ruim de descanso, talvez sejam os efeitos da magia taumaturga que a deixou inconsciente junto a coterie na igreja do Santo Sepulcro. Ou mesmo um dos rituais de Goratrix...O fato é que seus poderes de auspícius , que promovem uma visão da aura que trariam a tona a verdadeira natureza dos cruzados, a faz os ver como poderosos vampiros diableristas. E ela revela isso ao grupo, que fica ouriçado com aquela revelação...Goratrix , que dispõe dos mesmos poderes, saber da verdade, mas resolve sustentar o erro de Eliza, mentindo para o grupo.

A coterie decide armar uma briga no salão, enquanto Eliza e Goratrix sobem para os quartos para procurar o tesouro. Frente a falha ao tentarem conseguir mais informações dos mesmos, que se mostram monossilábicos. Antes de iniciar a briga, o grupo observa todos os passos dos cavaleiros, e o brujah Andras convence o estalajadeiro a apresentar o local para ele, afim de levar o estalajadeiro para um quarto para um intervalo sexual, além de fazer o reconhecimento dos quartos. E aproveitar o interim para se alimentar. Feito isso o grupo encena a briga de bar, iniciada por Darius e Lucius. Eliza se faz de dama em perigo e corre para os quartos, seguida por Goratrix. Eles descobrem o quarto, guardado pelo líder, e melhor espachim dos cruzados. Eliza hesita , e tenta convocar Darius para ajudá-la. O gangrel consegue dar um jeito de subir para os quartos no meio da onfusão, e revela seus poderes ao acionar as terríveis garras da besta. Andras, ao ver Darius, resolve que não é uma boa ideia revelar-se daquela forma. Eles estão em território Tzimisce e escoltando um poderoso tremere...Tudo pode dar muito errado... Ele então acalma a zorra que havia sido instaurada com seus poderes de presença, e acalma os ânimos, dando tempo de ir atrás de Darius, que já havia arrombado a porta e lançado sobre o cruzado.

Andras consegue convencer Darius a se retirar, enquanto faz uso, novamente de seus poderes de presença para tentar convencer o líder cruzado a entregar o tesouro. Visto que a vontade daquele homem seria inabalável frente ao que ele estaria protegendo, Andras o nocauteia.

Darius vai até o baú. Dentro existe outra caixa, um pouco menor, com as pernas banhadas a ouro. Figuras aladas decoram a parte de cima. Não é a verdadeira arca da aliança...Mas contém tábuas com uma escrita cuneiforme que trazem mensagens que...Não fazem sentido. Goratrix ao ver aquilo se desespera e reage de maneira furiosa. Não é a verdadeira arca da aliança...Não tem valor, e o Graal não está ali...E então uma escuridão toma conta do ambiente. Goratrix treme.

O tremere , tomado de assalto, corre para um dos quartos, onde Eliza se refugiou enquanto acontecia o combate contra o líder dos Cruzados. Ele se lança pela janela, mas a janela quebra de fora para dentro, junto da parede. Uma enorme figura alada, parecendo ser feita de pedra, agarra o pescoço de Goratrix e depois o lança ao chão. Na parte inferior da estalagem, todos, com exceção dos vampiros, desmaiam. Lúcius vê a entrada de três poderosos vampiros. Lucius sntem como se ácido o corroesse por dentro só por olhar para o homem do meio...Seu sangue parece estar em ebulição...E isso ocorre com o restante da Coterie ao olharem as figuras que sobem para os quartos.

Goratrix olha para os três que entram pelo quarto e sussurra entre os dentes: "Tremere..."

Todos se sentem frágeis perto daquele ser ali presente. Uma entidade de poder imensurável. O mestre dos usurpadores olha para Goratrix prostrado no chão e diz: "Siga-me."

Goratrix se levanta, o gárgula ainda segurando seu pescoço... E se vão da estalagem. Darius olha firmemente para o rosto do Gárgula monstruoso e reconhece ali...É o seu senhor...Transformado naquela estranha criatura...Goratrix havia dito a ele durante as conversas...Os Gangrel e os Nosferatu também estavam em guerra com os tremere. Os Tremere estariam transformando os Gangrel...Naquilo?

Apenas uma das três figuras permanece da sala. Lucius sobe a escadaria e a coterie está em um dos quartos com uma figura imponente que se apresenta como Etrius. Com a partida do grande usurpador a aura de medo que assolava todo o lugar desaparece, e o grupo tenta ter uma conversa razoável com Etrius.

Etrius

Etrius está disposto a pagar aos personagens pela escolta de Goratrix, mas estes dizem se contentar com a amizade dos tremere. Etrius assente e Zélios surge de sua ofuscação. O Nosferatu explica a Etrius sobre as runas e Kupala. Etrius não pode levar ninguém a Ceoris e pede ao nosferatu que o ensine a fazer a runa que ele mesmo vai prover seu entalhe em Ceoris, diz saber exatamente do que tudo aquilo se trata e entrega a Zélios uma carta...Ela é uma carta de Octávio. O Malkaviano diz que sabia que os artefatos levados pelos cruzados eram falsos e sabe de dois locais que necessitam que as runas sejam feitas. Zélios diz que para cobrir mais espaço e perder menos tempo possível que eles se dividam. Os personagens ficam encarregados de ir até Alba lulia, terras do Voivode Vintila Bassarab...Darius reconhece o nome...É o tataravô de Sherazhine.

  O grupo concorda em fazer uma nova viagem e enfrentar a estrada em condições cada vez piores...Kupala parece querer muito frustrar os planos de Zélios...



Transylvania Chronicles ATO IV: Interrupção de Fogo / ATO V: Más recepções/ ATO VI:O profeta fala novamente/ATO VII: A proposta/Ato VIII:A traição

   Faz tempo, hein? Nossa campanha ficou parada por algum tempo, mas finalmente conseguimos retomar e terminamos o primeiro livro: Crônicas ...