Sempre fui atraído pelas grandes campanhas de RPG. Jornadas épicas ,com vários arcos dentro de uma extensa aventura. Como jogador de Vampiro de longa data, as jornadas de inúmeros personagens ,desde a idade das trevas até os tempos modernos foram narradas em muitas mesas ao longo dos anos. A idade das trevas, a era vitoriana, a descoberta das Américas, o velho oeste norte americano, as grandes guerras mundiais...Vários períodos históricos foram contemplados para contar a história de horror pessoal que este sistema de propõe.
Não é surpresa, então, que as campanhas como Giovanni Chronicles e Transylvania Chronicles teriam lugar em meu coração . Sempre quis jogar esses jogos épicos, pois sou um grande fã da meta-trama que tomou conta dos jogos de Vampiro. A ideia de interpretar personagens experimentando as histórias das noites mais sombrias da Europa Medieval ao mundo gótico-punk de hoje sempre me soou incrível. Então, sempre que possível, criei narrativas que envolvessem a meta-trama desenvolvida nos vários suplementos de storyteller lançados. Hoje, depois de um longo período jogando vários outros sistemas (D&d, Chamado de Cthulhu , A bandeira do elefante e da arara, Lobisomem: O apocalipse...), e de outro período sem mesas de RPG presenciais, devido a pandemia de corona vírus que se abateu sobre o mundo, finalmente iniciamos uma nova mesa de RPG, e com o lançamento do Vampiro quinta edição em português resolvemos retomar nossa narrativa de Vampiro. Porém antes de jogarmos o V5 (Vampiro quinta edição ) resolvemos repassar nossa própria crônica desenvolvida ao longo dos anos, experimentando o que criamos junto a meta-trama apresentada nos livros. Para isso, então, resolvi narrar, adaptando para o que foi desenvolvido em nossa mesa, As crônicas da Transilvânia, uma crônica que se passa em 12 atos divididos entre quatro livros. Começa em 1997 e termina em 2000,abrangendo a distância da idade das trevas até as Noites Finais. Bom, não tão noites finais assim. Já que a quinta edição deu uma continuidade no cenário que teria tido seu fim no livro Gehenna: Tempo de julgamento. Então vamos levar em consideração os acontecimentos até o que nos foi apresentado em tempo de sangue fraco, com o arco da semana dos pesadelos e a partir daí , vai valer o que o cenário nos apresentar em V5 (Apesar dos retcons que aconteceram, depois a gente pensa como vai lidar com isso.).
Assim, então, as Crônicas da Transilvânia, que me fascinam, gostei do pouco que havia lido, e o fascínio da "história épica" me fazem, finalmente executar esta crônica, só para que retomemos nosso próprio cenário, então, claro, a verdade é que não posso executá-la como está no suplemento.
É um "enredo pesado" com pouco espaço para caráter e suas próprias histórias, mas ainda assim vou prover muitas adaptações para encaixar tudo, mesmo que meus jogadores iniciem com novos personagens (E encontrem, possivelmente, em algum momento, seus antigos Pjs). Então, finalmente, vou dar uma chance às Crônicas, e ver se consigo fazer dar certo.
Fizemos nossa sessão zero, com a construção dos personagens e o início da história: Dark Tides Rising é o primeiro livro da saga Crônicas da Transilvânia de quatro volumes,
Até o momento temos os seguintes jogadores:
* Alberto interpreta o Brujah Andras, enviado pelo seu senhor, Klaus Iosif, até a cidade de Klausenberg, na Transilvânia, com a intenção de construir um status político na região da Transilvânia que o favorecesse.
*Leonardo joga com Eliza, uma toreador que foi abraçada por puro capricho, para que fizesse companhia a sua senhora nas entediantes noites de Klausenberg.
*Felipe apresentou seu personagem do temível clã Tzimisce, Baltazar, um alquimista que chamou a atenção do koldun Cornélio, que viu em Baltazar um gênio capaz de fomentar conhecimento na feitiçaria do clã dos demônios, que mostra-se como um poderoso clã naquela região, mas que está as voltas com intermináveis batalhas contra os usurpadores místicos do clã Tremere.
*Darius é o Gangrel criado por Rafael. Darius foi abraçado com o intento de guardar o território de seu senhor em Klausenberg, já que reunia as características necessárias para realizar a tarefa imposta por seu senhor, um médico que possui uma enorme afinidade com os animais da região. O que está guardado no território , que é de extrema importância para seu senhor é um mistério.
*Gustavo vem a mesa com seu personagem Ventrue, o inglês Mark Miles, um cruzado autocrata sobrevivente da primeira cruzada, organizada a partir da convocação do papa Urbano II em 1095 que iniciou a série de expedições militares dos países cristãos da Europa Ocidental. Essas expedições tinham como objetivo central fazer a defesa dos locais considerados sagrados da Palestina, contra os muçulmanos, taxados como infiéis. E ,com esta desculpa, o senhor de Mark o envia para Klausenberg, mas com a intenção de prover poder político que o beneficie. O senhor de Mark possui uma certa rivalidade com o Brujah Klaus Iosif, senhor de Andras, e ao que tudo indica estão buscando status no mesmo território.
Após a criação dos personagens e o estabelecimento de que estão em Klausenberg a pelo menos 20 anos, desenvolvendo seus afazeres, demos o pontapé inicial da cônica com uma "cutcene", uma breve descrição de uma determinada cena que, neste primeiro momento não tem a participação dos jogadores, esta cutcene serve para colocar os jogadores no clima da aventura, e de repente contextualizar o que pode vir a acontecer ou apresentar um personagem especial, já criando alguma emoção nos jogadores. A aventura então tem inicio com a seguinte narrativa: "Em um céu noturno nublado, que ainda assim se faz visível a enorme lua cheia, uma fortaleza se apresenta, ao pé desta fortaleza um homem maltrapilho utiliza um cinzel, um instrumento de corte manual que possui numa extremidade uma lâmina de metal aguçada e do outro um cabo de madeira reforçado, nos extremos, com anéis de aço de modo proteger a zona impactos desferidos por uma terceira ferramenta, o martelo, para ornar uma runa na fortaleza.
Finalmente, então, entramos no prólogo da aventura, o prólogo é uma breve narrativa que antecede uma obra escrita e que tem por objetivo apresentar o enredo ao leitor, no antigo teatro grego, a primeira parte da tragédia, em forma de diálogo entre personagens ou monólogo, na qual se fazia a exposição do tema da tragédia. Este prólogo, obviamente, tem a mesma função. Os personagens são convocados ao elísio, um casarão antigo declarado pelo príncipe , conforme decreta as tradições no mundo dos vampiros, um lugar sem violência, a "pax vampírica", um território neutro com regras simples:
As regras do Elísio são simples:
1) Nenhuma violência é permitida. (Muitos príncipes levam essa regra mais além e proíbem a entrada de armas no Elísio, para evitar que os de temperamento mais forte se atraquem).
2) Nenhuma obra de arte deve ser destruída, sob pena de Morte Final ("obra de arte" pode incluir também o artista, o que faz dos Membros do clã Toreador, ferrenhos defensores do Elísio).
3) O Elísio é um território neutro (com relação à primeira regra; porém, o que acontece fora dele é outra história, e se um neófito arrogante provocar um ancião dentro do Elísio, é melhor que tenha um meio de transporte confiável para chegar em segurança ao seu refúgio).
4) Lembre-se da Máscara sempre. (Isso inclui certos assuntos como entrar e sair, resolver discussões acaloradas "lá fora", ou caçar).
| Mitru: O caçador |
E assim temos início a crônica. Me pergunto como será o comportamento e as interações entre os personagens, e tudo indica que a mesa vai aumentar, novos jogadores estão criando seus personagens para que introduzamos nesta coterie no mundo das trevas.
Onde estará Zélios? Quem é o misterioso patrono que pediu aos senhores dos personagens que enviassem suas crias para a construção de uma fortaleza em Buda-Pest? Mitru deixou no ar, neste prólogo que os membros que realizarem a missão serão muito bem recompensados, e com certeza terão algum ganho de status. As portas da nova aventura de Vampiro: Idade das trevas estão abertas...
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